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Pryscilla Mychelle da Silva Paula
Terapeuta Ocupacional e Terapeuta da Mão

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quinta-feira, 21 de junho de 2018

Avaliação da força manual


Avaliação da força manual

A principal função da mão é manipular objetos com movimentos coordenados dos dedos, usando a pinça e a preensão. A pinça é realizada entre os dedos e o polegar para pegar objetos pequenos, já a preensão é feita com todos os dedos juntos em um objeto. A diminuição da função da mão pode ocorrer pela perda das forças de pinça e da preensão.
Existem vários dispositivos para avaliar várias partes da mão, como força, sensibilidade, coordenação motora fina, amplitude de movimento articular, edema, dor. Aqui vamos comentar sobre a avaliação de força da mão.
A força manual é avaliada através do dinamômetro. Existe um dinamômetro para a pinça e um para a preensão da mão. A média da força de preensão e pinça se dá em quilogramas no Brasil, e a força varia entre os países, entre os sexos feminino e masculino e entre a mão dominante e não dominante.
Em nosso país, a média da força de preensão da mão dominante masculina é de 44 kg e da feminina é de 31 kg. Já a média da mão não dominante normalmente é de 3 a 4 kg a menos, em ambos os sexos.
Na medida da força de pinça, a média da mão dominante masculina é de até 9 kg e da feminina 6 kg. Nesta medida, realiza-se com três tipos de pinça, sendo colocado aqui o maior resultado entre os três tipos.
Para resultados mais fidedignos no tratamento de reabilitação da mão e principalmente para publicação em artigos, usa-se estes dois tipos de avaliação de força. Assim o terapeuta ocupacional, paciente e o médico podem analisar a evolução do tratamento.

Visite tb:
www.cirurgiadamaoriopreto.com.br

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Osteoartrite


Osteoartrite, também conhecida como osteoartrose, artrose ou doença articular degenerativa é a doença mais freqüente, representando cerca de 30 a 40% das consultas em ambulatórios médicos. 
Em uma articulação normal, a cartilagem cobre o fim dos ossos e serve de amortecedor para permitir um movimento suave e sem dor. Na osteoartrite (artrose), a camada de cartilagem se desgasta, resultando em contato direto entre os ossos, produzindo dor e deformidade. 
Além deste fato, a importância desta doença pode ser demonstrada através dos dados da previdência social no Brasil, pois é responsável por 7,5% de todos os afastamentos do trabalho; é a segunda doença entre as que justificam o auxílio-inicial, com 7,5% do total; é a segunda também em relação ao auxílio-doença (em prorrogação) com 10,5%; é a quarta a determinar aposentadoria (6,2%).

A osteoartrite tem certa preferência pelas mulheres, e localiza-se em mãos, joelhos, articulação coxofemoral (do fêmur com a bacia), coluna, entre outros. Ela aumenta com o passar dos anos, sendo pouco comum antes dos 40 e mais freqüente após os 60. Pelos 75 anos, 85% das pessoas têm evidência radiológica ou clínica da doença, mas somente 30 a 50% dos indivíduos com alterações observadas nas radiografias queixam-se de dor crônica.
É uma doença que se caracteriza pelo desgaste da cartilagem articular e por alterações ósseas, entre elas os osteófitos, conhecidos, vulgarmente, como “bicos de papagaio”.
No caso da foto acima, nota-se nódulos de Heberden com deformidades em desvio radial das articulações interfalangeanas distais (ponta dos dedos), que quando encaminhadas precocemente ao terapeuta ocupacional, confeccionamos órteses sob medida afim de evitar os desvios, quando o paciente usa-as assiduamente.
Estas órteses são modeladas no local da deformidade e colocadas à noite, auxiliando no repouso articular, diminuição da dor, inflamação e prevenção ou correção (dependendo do caso) da deformidade.

Nesta foto, a pessoa com osteoartrite foi encaminhada mais precocemente, sendo possível evitar maiores deformidades.
Pryscilla M. S. Paula
Terapeuta Ocupacional
Fonte parcial do texto: link


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