Sejam bem vindo ao Blog Terapia Ocupacional de São José do Rio Preto - SP.

Pryscilla Mychelle da Silva Paula
Terapeuta Ocupacional e Terapeuta da Mão

Contato

Minha foto
São José do Rio Preto, SP, Brazil
Consultório de Terapia Ocupacional / Terapia da Mão (17) 3033-2430 / (17) 99716-8201 - Georgina Business Park - Rua Benedito Rodrigues Lisboa, n° 2675, bairro Jd Vivendas - São José do Rio Preto - SP / pryscilla@gmail.com

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Entendendo a complexidade da terapia de mão e de suas órteses








Entendendo a complexidade da terapia da mão e de suas órteses, com 
Pryscilla Mychelle.


O que a mão humana pode fazer? Quando a utilizamos em seu perfeito estado, quase não percebemos a infinidade de ações que ela pode proporcionar. Levar a comida à boca, escrever, tomar banho, escovar os dentes, dirigir e mais uma infinidade de atividades podem ser feitas de forma independente com as mãos. Mas, ao perder os seus movimentos, é possível notar o tamanho da sua importância. “A mão é uma parte muito complexa e que possui muitas habilidades. Somente deixando de tê-la por um certo tempo é que se percebe isso”, explica a terapeuta ocupacional especialista em terapia de mão pela Universidade Federal de São Carlos (SP), Pryscilla Mychelle da Silva Paula. Por ser expert no assunto, a profissional tem como parceira nos tratamentos as órteses de mão, ferramentas que se adequam à complexidade desses membros.
Com 18 anos de carreira, Pryscilla Mychelle começou a ter mais afinidade pela terapia de mão após alguns anos trabalhando com a reabilitação de pacientes com problemas neurológicos. As áreas têm as suas similaridades, principalmente quando o assunto é ferramentas de adaptação. “Para esses casos, já confeccionava órteses sob medida e, a partir daí, comecei a receber pacientes ortopédicos. Me interessei muito por essa área, fiz a especialização e, atualmente, atendo mais casos ortopédicos e reumatológicos no Consultório de Cirurgia da Mão, em São José do Rio Preto, São Paulo”, relata.
A experiência fez a terapeuta ocupacional aprender algumas lições importantes para a sua prática clínica. “Após me aprofundar na área, percebi que a visão sobre os casos é mais abrangente e específica. Antes, os pacientes faziam cirurgia e eram encaminhados para reabilitação apenas após 45 dias. Hoje, com a terapia da mão, que é uma reabilitação precoce, no caso de pós-cirúrgicos, obtemos também a prevenção de complicações e deformidades articulares”, conta a terapeuta.

Um olhar personalizado para as órteses de mão

Em um ramo que necessita de um olhar profissional tão personalizado para cada situação, o trabalho feito com as órteses de mão é muito importante. Pryscilla relata um exemplo específico que demonstra como entender as particularidades de cada caso e adaptar os acessórios para isso é essencial. “Há poucos meses, confeccionei uma órtese longa, do polegar até o epicôndilo, para uma paciente idosa com fratura de escafóide, usada por 45 dias. Ela jogava biribol três vezes na semana e, após a retirada da órtese, me contou que utilizava apenas uma mão na prática, evitando a lesionada por dor e receio. Pedi para trazer a órtese na próxima sessão e a diminuí até o terço médio do antebraço, retirei polegar e pedi para usar durante o jogo. A partir daí, ela começou a usar a mão, sentindo-se mais segura e sem dor”.
E como é o profissional quem monta o acessório, é preciso escolher o melhor material. A terapeuta aponta suas preferências. “Gosto da Orficast para órteses em anel, nos casos de dedo em gatilho em até três dedos da mesma mão. Esse material é mais leve e confortável, não atrapalhando a movimentação dos dedos nas atividades e impedindo o problema. Gosto muito também das linhas Orfit Colors Micro Perfo e Orfilight Black Mini e Micro Perfo. Os pacientes adoram as opções coloridas ou na versão preta para evitar que suje. Coloco velcros coloridos e o paciente triste com aquela lesão dolorida, sai do consultório mais animado, elogiando o material, a leveza e a cor”, finaliza.

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Avaliação da força manual


Avaliação da força manual

A principal função da mão é manipular objetos com movimentos coordenados dos dedos, usando a pinça e a preensão. A pinça é realizada entre os dedos e o polegar para pegar objetos pequenos, já a preensão é feita com todos os dedos juntos em um objeto. A diminuição da função da mão pode ocorrer pela perda das forças de pinça e da preensão.
Existem vários dispositivos para avaliar várias partes da mão, como força, sensibilidade, coordenação motora fina, amplitude de movimento articular, edema, dor. Aqui vamos comentar sobre a avaliação de força da mão.
A força manual é avaliada através do dinamômetro. Existe um dinamômetro para a pinça e um para a preensão da mão. A média da força de preensão e pinça se dá em quilogramas no Brasil, e a força varia entre os países, entre os sexos feminino e masculino e entre a mão dominante e não dominante.
Em nosso país, a média da força de preensão da mão dominante masculina é de 44 kg e da feminina é de 31 kg. Já a média da mão não dominante normalmente é de 3 a 4 kg a menos, em ambos os sexos.
Na medida da força de pinça, a média da mão dominante masculina é de até 9 kg e da feminina 6 kg. Nesta medida, realiza-se com três tipos de pinça, sendo colocado aqui o maior resultado entre os três tipos.
Para resultados mais fidedignos no tratamento de reabilitação da mão e principalmente para publicação em artigos, usa-se estes dois tipos de avaliação de força. Assim o terapeuta ocupacional, paciente e o médico podem analisar a evolução do tratamento.

Visite tb:
www.cirurgiadamaoriopreto.com.br

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Osteoartrite


Osteoartrite, também conhecida como osteoartrose, artrose ou doença articular degenerativa é a doença mais freqüente, representando cerca de 30 a 40% das consultas em ambulatórios médicos. 
Em uma articulação normal, a cartilagem cobre o fim dos ossos e serve de amortecedor para permitir um movimento suave e sem dor. Na osteoartrite (artrose), a camada de cartilagem se desgasta, resultando em contato direto entre os ossos, produzindo dor e deformidade. 
Além deste fato, a importância desta doença pode ser demonstrada através dos dados da previdência social no Brasil, pois é responsável por 7,5% de todos os afastamentos do trabalho; é a segunda doença entre as que justificam o auxílio-inicial, com 7,5% do total; é a segunda também em relação ao auxílio-doença (em prorrogação) com 10,5%; é a quarta a determinar aposentadoria (6,2%).

A osteoartrite tem certa preferência pelas mulheres, e localiza-se em mãos, joelhos, articulação coxofemoral (do fêmur com a bacia), coluna, entre outros. Ela aumenta com o passar dos anos, sendo pouco comum antes dos 40 e mais freqüente após os 60. Pelos 75 anos, 85% das pessoas têm evidência radiológica ou clínica da doença, mas somente 30 a 50% dos indivíduos com alterações observadas nas radiografias queixam-se de dor crônica.
É uma doença que se caracteriza pelo desgaste da cartilagem articular e por alterações ósseas, entre elas os osteófitos, conhecidos, vulgarmente, como “bicos de papagaio”.
No caso da foto acima, nota-se nódulos de Heberden com deformidades em desvio radial das articulações interfalangeanas distais (ponta dos dedos), que quando encaminhadas precocemente ao terapeuta ocupacional, confeccionamos órteses sob medida afim de evitar os desvios, quando o paciente usa-as assiduamente.
Estas órteses são modeladas no local da deformidade e colocadas à noite, auxiliando no repouso articular, diminuição da dor, inflamação e prevenção ou correção (dependendo do caso) da deformidade.

Nesta foto, a pessoa com osteoartrite foi encaminhada mais precocemente, sendo possível evitar maiores deformidades.
Pryscilla M. S. Paula
Terapeuta Ocupacional
Fonte parcial do texto: link


Como comprar fogos de artifício?



quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Órtese para pessoas com Síndrome do Túnel do Carpo

A Síndrome do túnel do carpo é uma neuropatia resultante da compressão do nervo mediano no canal do carpo, estrutura anatômica que se localiza entre a mão e o antebraço. Através desse túnel, além do nervo mediano passam os tendões flexores, que são revestidos pelo tecido sinovial. Qualquer situação que aumente a pressão dentro do canal provoca compressão do nervo mediano, causando dor e parestesia (dormência). 

Estudos têm demonstrado que há menos pressão no túnel do carpo quando o punho permanece em posição neutra. Órteses que mantêm esta posição do punho são eficazes no alívio dos sintomas com 70% de bons resultados após menos de 3 meses de uso.


Como o uso recomendado para o paciente é de dormir com a órtese para evitar a flexão do punho, essa deve ser bastante confortável para garantir a conformidade do paciente.

A órtese é moldada com o punho em posição neutra, sem flexão ou extensão, por um terapeuta ocupacional ou terapeuta da mão.

Recomenda-se que o paciente use esta órtese durante a noite, por um período de pelo menos 3 meses, mas na maioria das vezes, a parestesia desaparecerá antes.

Às vezes é recomendável usar a órtese durante o dia também, dependendo da gravidade dos sintomas.

Algumas orientações para evitar dor e início dos sintomas:
·       Permanecer no computador sem apoiar os braços e punhos;
·       Uso de ferramentas vibratórias a longo prazo, como motosserra;
·       Tocar instrumento musical muitas horas por dia;
·       Dormir com o punho fletido.

      Agende um horário: 17-3033-2430